O empresário Augusto
Mendonça omitiu em seu acordo de delação com procuradores que houve pagamento
de propina de US$ 32 milhões, o equivalente hoje a R$ 103 milhões, nos
contratos da Petrobras para a construção de duas plataformas para exploração de
petróleo, a P51 e a P52. Trata-se de um dos maiores subornos da Lava Jato.
A
omissão foi apontada pelo juiz federal Sergio Moro em audiência em que o
empresário era testemunha em uma ação penal que tem como réu Zwi Skornicki,
lobista de um estaleiro de Cingapura.
Mendonça, que foi sócio do
estaleiro Setal, demorou 19 meses para relatar o suborno de US$ 32 milhões. No
depoimento original sobre as duas plataformas, feito à Polícia Federal de
Curitiba em 30 de outubro de 2014, ele foi vago sobre eventuais subornos no
caso da P51 e P52.

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